A viagem da vida deles

Desde muito cedo que os via divagar no sonho de fazerem esta viagem, principalmente o A. que se deixava embrenhar em qualquer vídeo, documentário ou texto sobre aquele cantinho Asiático. A M. apesar de mais receosa deixou-se contagiar pelo ânimo dele e pôs o receio de lado.
Acreditamos que a vida deve ser vivida por momentos ousados e por isso mesmo relatamos um pouco sobre a aventura deles.

Durante mais de um ano ele passou quase todos os seus tempos livres a planear uma viagem que tinha a certeza que iria acontecer, apesar de não saber exatamente quando. Passava os fins de semana a contar todas as histórias que tinha visto nas dezenas de vídeos que visualizava, e eu em tom de brincadeira, começava a dizer que quase que ele já lá tinha ido apenas pela quantidade de informação que relatava.

O A. e a M. são as pessoas responsáveis por acreditar que demore o tempo que demorar os nossos sonhos se concretizam.
E em outubro de 2019, o grande sonho deles concretizou-se.
Partiram durante três semanas sem nada planeado em concreto e nada reservado, a não ser os voos de ida e volta que reservaram sozinhos pela Emirates. Foi uma decisão de ambos não recorrer a um agência de viagens para a organização dessas três semanas, primeiro pelo dinheiro que conseguiriam poupar e depois pelo espírito de aventura que seria vivenciado se partissem apenas com os voos reservados e nada mais.

No primeiro dia, fizeram escala no Dubai de doze horas e meia, e derivado à imensidão de horas de escala aproveitaram para sair do aeroporto e conhecer um pouco daquela cidade cosmopolita, urbana e futurista. Pelos seus relatos sei que ficaram fascinados com a cidade e que tudo os surpreendeu, desde a tecnologia do metro que andava sem que existisse um condutor a guiar até ao edifico mais alto do mundo, Burj Khalifa.
No entanto, a realidade vivida nos dois dias seguintes foi bastante diferente, assim que chegaram a Bangkok a tecnologia e o futurismo desapareceu, a agitação na rua era imensa e o cheiro que pairava no ar era bastante característico, o que mais os impressionou nos primeiros momentos em que pisaram terras Tailandesas foi sobretudo os cheiros que eram bastante diferentes dos que se fazem sentir em Portugal.

Nesse primeiro dia em Bangkok foi pouco o que conseguiram visitar porque o cansaço era imenso e as mais de 15 horas de viagem começavam a pesar, por isso, uma das primeiras coisas que fizeram foi procurar um alojamento para pernoitar, existe muita oferta de alojamento assim como de restaurantes por isso se está a pensar viajar até este país não tenha medo de não ter nada reservado.
Nos relatos deles um dos conselhos que deram relativamente ao alojamento é efetuar-se uma pesquisa rápida no booking, por exemplo, só para terem noção das comodidades de cada alojamento, mas depois realizar o check-in diretamente no alojamento para que fique mais em conta, por norma os alojamentos custam cerca de 1500 baths por noite, ou seja cerca de 30€.
Algo que também tiveram de fazer imediatamente neste primeiro dia foi o câmbio de euros para baths e segundo eles encontram-se casas de câmbio a cada esquina, por isso não se preocupem.

No quarto dia viajaram de Bangkok para Krabi, e também esse voo interno já tinha sido reservado antes da partida de Portugal, voaram pela companhia Nok Air.
Desde logo que a M. se deixou deslumbrar pela cor das águas de Krabi e pela sua temperatura, bastante acima da média da temperatura das praias portuguesas. Os dias seguintes foram sem dúvida os preferidos da M. ou não fosse ela uma apaixonada por praia, realizaram uma tour pelas 4 ilhas, Poda,Tup, Chicken e Railay. Essas tours partiam sempre de Ao Nang e facilmente se conseguia um lugar nos diversos barcos que realizavam as mesmas. Mas atenção, tentem sempre negociar o preço com as pessoas nativas que organizam este tipo de tours, pois acreditem que eles acambam por descer sempre um pouco do valor inicial.

O sétimo, oitavo e nono dia desta aventura foram passados nas ilhas Phi Phi, e arrisco-me a afirmar que pelo entusiasmo com que me iam chegando as informações foi sem dúvida um dos seus locais de visita preferidos.

Pouco tinham descansado até a este momento, pois a ânsia de conhecer todos os cantos e recantos por onde passavam era tanta que se punha o sono de lado, mas nos quatro dias seguinte foi preciso parar um pouco para se recarregar energias e o destino escolhido para o fazer foi Koh Lanta, um local sereno onde ficaram num alojamento com mais comodidades, incluindo piscina.
Os últimos dias foram aproveitados em Bangkok de onde iria partir o voo de regresso a Portugal e para além de visitarem mais alguns locais aproveitaram sobretudo para comprar lembranças para quem tinha ficado em terras Ibéricas e necessitaram de se deslocar de carro, neste caso de táxi que rondou mais ou menos os 500 baths, cerca de 15€.

Foi sem dúvida uma experiência que os enriqueceu bastante culturalmente, afirmam que o país é totalmente diferente assim como a gastronomia, o A. não é esquisito e gosta de quase tudo, mas a M. não suporta picante e portanto teve algumas dificuldades em termos de alimentação porque toda a comida Tailandesa é muito condimentada, na realidade ela passou quase as três semanas quase sempre a comer frango, sorte a dela que não enjoou.
Um dos conselhos fundamentais que deixam a quem esteja a pensar viajar até lá, é pedir sempre a comida sem picante porque até essa é demasiado forte em comparação à comida mediterrânea a que estamos habituados. O fator positivo da alimentação e de tudo o que possam comprar, é que comparativamente com Portugal é tudo extremamente barato, o valor de uma refeição completa ronda os 200 baths, ou seja, mais ou menos 5€.

Haveria uma imensidão de histórias e informações que poderia colocar aqui, mas acredito que o essencial ficará na vossa memória, e que o melhor deve ser guardado apenas para eles.

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